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sexta-feira, 13 de abril de 2012



A   DEVASTAÇÃO   DA    AMAZÔNIA.

    Vamos conter a devastação da Amazônia, antes que seja tarde demais.
    O noticiário tem colocado essa região na ordem do dia, pelo muito que ela representa para o equilíbrio ecológico do planeta que se vê ameaçado pelo homem com o seu terrível e implacável poder de destruição.
    No passado a Amazônia era visitada por estudiosos: cientistas, biólogos, evangélicos, católicos, que palmilhavam o seu interior, com boas ou más intenções, mas dentro de um trabalho silencioso e sem agressão ao meio ambiente.
    Agora, são os devastadores, na busca insana da riqueza fácil, destruindo árvores colossais e centenárias, com as impiedosas motosserras, ou abrindo clareiras com a destruição pelo fogo, contribuindo grandemente para poluir o meio ambiente.
    Mas há outro problema que preocupa muito: é a invasão da Amazônia por madeireiras pertencentes a grupos estrangeiros, que estão comprando imensas áreas, conforme informação apresentada pelo sr. Sérgio Antônio Gonçalves, em pronunciamento na Maçonaria, há alguns anos, com a autoridade de dirigente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental no Estado de Roraima.
    Disse o dr. Sérgio Antônio Gonçalves:
    "Nossa preocupação advém do modelo de desenvolvimento que estas empresas vêm desenvolvendo por onde passam, modelo este de devastação, pois em pouco mais de 25 anos estas empresas devastaram mais de 70% das florestas do Vietnã, Indonésia, Guiana e outros países".
    A jornalista Juliana Sofia, da Equipe do Correio Brasiliense, numa reportagem intitulada "Selo verde para conter a devastação", declarou, faz algum tempo:
    "Fatias da Floresta Amazônica são espalhadas diariamente por várias partes do mundo. Na Comunidade Econômica Européia, nos Estados Unidos e até no Japão se transformam em móveis, lambris, portas e esquadrias.
    É a floresta que vem sendo paulatinamente destruída, e isto não tem ocorrido em maior escala porque as restrições comerciais de caráter ecológico têm imposto barreiras a essa destruição, com a instituição do chamado "selo verde".
    O selo, segundo relato da jornalista, servirá para demonstrar que há uma preocupação com a preservação da floresta. Sem essa prova a madeira não será negociada.
    Isto, porém, não é suficiente para conter a sanha dos que querem enriquecer a qualquer custo, mesmo que isso implique na destruição de uma riqueza que poderia ser renovada.
    A continuar essa situação, sem um plano de efetiva restauração da floresta, seremos, dentro em breve, importadores de madeira, segundo previsões do IBAMA divulgada, faz algum tempo, pela CBN.
    A verdade é que cabe ao  Governo voltar as suas vistas para a Amazônia, traçando uma efetiva política de ação para a região, sem receio de nela investir.
    Como bem declarou o sociólogo Gilberto Freire: "sendo a Amazônia uma região brasileira de interesse nacional, é preciso que seja, cada vez mais, preocupação brasileira. Objeto-sujeito de estudos, de pesquisas, de meditações de brasileiros".

terça-feira, 10 de abril de 2012


Fotos e imagens do desmatamento na Amazônia
A floresta Amazônica é um patrimônio que está sendo destruído aos poucos. A ação de madeireiras ilegais está devastando gigantescas áreas de vegetação, causando assim, um enorme desequilíbrio no ecossistema local.
Há tempos que a região vem sofrendo com este problema. Em alguns casos, as madeireiras contam com apoio da população local que, semoportunidade de emprego, acaba migrando para a atividade clandestina. Portanto, para reverter esta situação, não basta apenas aumentar a fiscalização. É preciso criar projetos que beneficiem os povos ribeirinhos e os incentive a preservar a mata.
Além do desmatamento, a queimada é outro fator que está auxiliando na depravação do nosso meio ambiente. Mesmo tomando algumas medidas, o governo federal ainda não conseguiu controlar essa situação, que está ficando cada vez pior. Isso significa que, toda a população deve contribuir, e fazer a sua parte, para impedir, de uma vez por todas, a destruição da nossa floresta amazônica.
Ela abriga milhares de espécies de plantas e animais que estão, literalmente, sumindo do mapa. A lista de animais em extinção aumenta a cada dia, preocupando os ambientalistas. A Amazônia possui uma grande biodiversidade, onde cada ser vivo é importante para o ecossistema local. Mas, com a destruição do habitat dessas espécies, elas ficam vulneráveis e, em alguns casos, acabam partindo para as zonas urbanas, oferecendo perigo a população.
Por isso, é mais do que importante que cada um faça a sua parte e contribua para a preservação deste patrimônio nacional e internacional. Mesmo você, que mora em regiões distantes, ou até em outros países, pode auxiliar no combate a destruição da floresta.
No site g1.com.br, por exemplo, você encontra o mapa completo da região amazônica e outras informações sobre o assunto. Lá, você pode fiscalizar áreas que estão sendo desmatadas e fazer a sua denuncia contra essa pratica ilegal. Vendo as fotos abaixo, você pode ver que essa é uma situação preocupante e que deve ter um fim o mais rápido possível.
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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Devastação atingiu uma área de 637 quilômetros quadrados de floresta, segundo Ministério do Meio Ambiente (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)
Cerca de 637 quilômetros quadrados de floresta foram desmatados em Mato Grosso entre agosto de 2011 e março de 2012. Se comparado com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 96% na devastação da cobertura vegetal no estado, quando foram desmatados 325 quilômetros quadrados. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (05) pelo Ministério do Meio Ambiente e fazem parte do Desmatamento em Tempo Real (Deter) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De acordo com os dados, somente no mês de fevereiro de 2012, foram desmatados na Amazônia Legal do estado 281,56 quilômetros quadrados. Já o segundo colocado da lista, o estado do Pará, desmatou no mesmo mês 12,11 km quadrados.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Estado do Amapá tem 76,6% de seu território coberto pela floresta amazônica. Na imagem, o Parque Nacional Montanhas de Tumucumaque. (Foto: Divulgação/Grayton Toledo/Governo do Amapá)Redução do volume de nuvens sobre a Amazônia melhorou a visualização por satélite. Desmate triplicou no primeiro trimestre de 2012, se comparado ao mesmo período do ano passado. (Foto: Divulgação/Grayton Toledo/Governo do Amapá)


Desmatamento da Amazônia quase triplica de janeiro a março  de  2012
Entre janeiro e março de 2012, o desmatamento na Amazônia Legal quase que triplicou, se comparado com o mesmo período do ano passado.
Os dados foram divulgados pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, nesta quinta-feira (5), em coletiva realizada em Brasília.
Segundo o sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no primeiro trimestre os satélites detectaram a perda de 389 km² da cobertura florestal, número que é 188% maior se comparado ao mesmo período de 2011 (135 km²).
De acordo com a ministra, os dados não representam um crescimento no desmate, já que a redução da quantidade de nuvens sobre ao bioma facilitou a fiscalização feita por sensoriamento remoto. "Não temos crise de desmatamento, como foi ano passado, não tem aumento de desmatamento", disse.
Em fevereiro de 2011, apenas de 1 km² de vegetação derrubada foi detectado, já que a cobertura de nuvens era de 93%. Neste ano, o mês registrou desmate de 307 km², a maior parte no Mato Grosso (285 km²). "Ano passado não havia desmatamento detectado porque nós não víamos nada", disse Gilberto Câmara, diretor do Inpe.
Para Câmara, a pesquisa em campo feita pelos órgãos de fiscalização verificou que 68% das áreas encontradas devastadas (por desmate e queimadas) resultam de atividades ilegais ocorridas em 2011.

terça-feira, 3 de abril de 2012

A Amazônia está por um fio: em menos de 5 anos, cenário pode ser irreversível.

  A Amazônia está em seu limite. O alerta foi feito pelo biólogo Thomas Lovejoy, professor da George Mason University, de Virgínia, Estados Unidos. Segundo ele, a floresta "está muito próxima de um ponto de não retorno para sua sobrevivência, devido a uma combinação de fatores que incluem aquecimento global, desflorestamento e queimadas que minam o sistema hidrogeológico". De acordo com o pesquisador, restam apenas cinco anos para se inverter as tendências em tempo de se evitar consequências climáticas globais graves, como a desertificação de algumas regiões.

 


Os vilões são os métodos empregados em larga escala pelo setor extrativista predatório (madeireiros) e pela agricultura extensiva (pecuária) para ocupar áreas na Amazônia: motosserra, correntão e fogo. Para o doutor em Ciências da Terra e especialista em Amazônia Antônio Donato Nobre, se os legisladores do Brasil enxergassem o que a comunidade científica já vê, as ações do governo poderiam ser mais eficazes para a recuperação de biomas via mecanismos de valorização econômica para um uso sustentável da floresta.