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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

AMBIENTE

AQUECIMENTO GLOBAL

Estamos todos ilhados.

Seja pelo excesso de calor ou pelas enchentes.  Não temos saída para o clima. Os eventos extremos parecem estar se tornando uma realidade no Brasil.

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Ilustração Raul Aguiar/Superinteressante

Estas informações fazem parte do infográfico produzido pela revista Superinteressante, que - junto com os infográficos Desmatamento e degradação e Nossa água vem da Amazônia  - integra a reportagem O Brasil secou. Para conferi-lo em formato de infográfico, clique aqui.
O Brasil viveu em 2014 uma das piores crises de estiagem da história do país. Acompanhe abaixo a situação alarmante em que ainda se encontram as principais regiões brasileiras:

CALOR EXCESSIVO

Uma bolha quente se instalou no começo do ano, sobre o Sudeste, região mais urbanizada do país. Esse fenômeno gera padrões de bloqueio que afastam as chuvas, ao impedir a entrada dos rios voadores e das frentes frias do Sul.

CENTROS URBANOS E O AR POLUÍDO

As cidades também sofrem com a poluição. No Parque do Ibirapuera (SP), a concentração de ozônio* é maior do que em uma área de queimadas. Faz mal à saúde. Na Amazônia virgem, a concentração é dez vezes menor.

O CÉU DESABOU
Os pontos que estavam em volta dessa bolha quente sofreram com excesso de chuvas no começo do ano. A Bolívia decretou situação de emergência após as enchentes deixarem 58 mil famílias desabrigadas e mais de 50 mortos. No Paraguai, foram mais de 10 mil desabrigados.

O FUTURO É QUENTE 

O relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas aponta que, em 2100, a temperatura média do Brasil será mais alta do que no fim do século 20. As chuvas vão aumentar e diminuir, dependendo da região.

- A temperatura média do Brasil pode aumentar até 6ºC
- A Amazônia e caatinga devem receber cerca de 40% menos chuva
- Já nas pampas, a chuva pode aumentar 30%
Ilustração Raul Aguiar/Superinteressante
SECAMOS MUITO ALÉM DO LIMITE 
Este mapa, de setembro de 2014, mostra o déficit de chuvas acumulado ao longo do ano. Várias áreas do país já apresentam seca excepcional, com destaque para o Sudeste e o Norte

* Valor máximo de ozônio concentrado em uma hora. Ibirapuera: 227 μg/m³, área de queimadas: 200 μg/m³ e mata virgem: 20 μg/m³. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, 140 μg/m³ é o limite para não fazer mal à saúde.

Fontes: Agência Nacional de Águas, Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Instituto Nacional de Pesquisas da Espaciais, Naturalis Biodiversity Center, O Futuro Climático da Amazônia (Antonio Donato Nobre, INPE), Patricia Bulbovas (USP).

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