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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Incêndios ocultos na Amazônia desafiam cientistas.

Fenômeno de difícil detecção por satélites destruiu área equivalente a dois Estados do Espírito Santo entre 1999 e 2010, segundo Nasa.

Da BBC
Incêndios rente ao solo são de difícil percepção por satélites (Foto: Doug Morton/BBC)Incêndios rente ao solo são de difícil percepção por satélites (Foto: Doug Morton/BBC)
De seu escritório no Centro Espacial Goddard, da Nasa, Douglas Morton analisa um fenômeno oculto e danoso na Amazônia. São incêndios rente ao solo, de baixa intensidade e expansão lenta - meio metro por minuto - mas capazes de manter suas chamas acesas por semanas e destruir áreas consideráveis de selva.
O fogo de sub-bosque (a área mais próxima ao solo) destruiu mais de 85 mil quilômetros quadrados no sul da Amazônia entre 1999 e 2010, segundo a Nasa, o equivalente a quase duas vezes a área do Espírito Santo.
Estes incêndios são um desafio para Morton e seus colegas da agência espacial dos EUA, porque os satélites, usados para detectar chamas muito maiores e mais destrutivas, não identificam facilmente fogo tão próximo do chão. "A razão por que (os incêndios) são considerados ocultos é que o fogo queima o sub-bosque e a folhagem das árvores bloqueia o sinal do satélite", disse Morton.

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